Voltar para o blog
Jornada do paciente

A jornada do paciente na era da IA: do sintoma no celular à escolha do consultório

Por Eduarda Barboza · Criadora da duda.click

6 de agosto de 20263 min de leitura

Pense em como era, até pouco tempo atrás, o caminho de alguém com um problema de saúde. A pessoa sentia um sintoma, perguntava a um conhecido, talvez pesquisava no Google, olhava alguns sites e ligava para marcar. Um percurso com várias paradas, e várias oportunidades de encontrar você.

Esse percurso encolheu e mudou de formato. Hoje, boa parte dele acontece dentro de uma única conversa com uma inteligência artificial, no celular, em poucos minutos. E cada etapa dessa nova jornada é um ponto onde você pode aparecer ou desaparecer.

Etapa um: o sintoma vira pergunta

Tudo começa com uma inquietação. Uma dor, um exame alterado, um sintoma que não passa. Antes de qualquer coisa, a pessoa quer entender o que está acontecendo, e cada vez mais ela pergunta isso a uma IA, com naturalidade, como perguntaria a alguém de confiança.

Nesse momento, ela ainda não procura um nome. Procura compreensão. Se o seu conteúdo ajuda a IA a explicar bem aquele sintoma, você começa a jornada como uma fonte confiável, mesmo antes de ser citado como profissional.

Etapa dois: qual especialista procurar

Entendido o problema, vem a pergunta prática: que tipo de profissional resolve isso? A pessoa pergunta à inteligência artificial qual especialidade cuida daquele caso. É aqui que o percurso começa a ganhar geografia, porque logo em seguida virá o "na minha cidade".

Quem trabalhou a clareza da própria especialidade, deixando explícito o que trata e para quem, tem mais chance de a IA associar o problema ao seu perfil.

Etapa três: quem, e onde

Agora a jornada fica local e decisiva. A pessoa pergunta qual clínica ou profissional daquela especialidade procurar na região dela. A resposta da IA costuma trazer poucos nomes. Estar entre eles depende de tudo o que discutimos em outras conversas: informação consistente, Google Meu Negócio cuidado, avaliações sólidas, autoridade real.

Este é o ponto de maior valor da jornada e, ironicamente, o que a maioria dos profissionais nunca testou. É o instante em que o paciente está pronto para escolher, e a inteligência artificial está montando a lista de opções por ele.

Etapa quatro: a checagem final

Mesmo depois de receber nomes, muita gente faz uma última verificação. Procura o profissional citado, olha o site, lê algumas avaliações, confere se o consultório parece sério e ativo. Se essa última olhada confirma o que a IA disse, a confiança se fecha. Se encontra um site abandonado ou informações desencontradas, a dúvida reabre.

Ou seja, não basta ser citado. É preciso que a sua presença sustente a citação quando o paciente for conferir.

Você aparece em quais etapas?

O mais revelador de mapear essa jornada é perceber que ela tem vários pontos de entrada, e que você pode estar forte em um e ausente em outro. Aparecer na explicação do sintoma e sumir na hora da escolha local. Ou o contrário.

O duda.click ajuda a enxergar esse percurso do ponto de vista da inteligência artificial. Ele consulta as principais IAs com perguntas nas diferentes etapas da jornada e mostra onde você é lembrado e onde você é invisível.

Faça a análise gratuita e veja em que momentos da jornada do paciente a IA já leva o seu nome, e onde ainda não.